Os bem-casados do Brasil fizeram sucesso junto com o doce de nozes |
Em janeiro deste ano viajei para a Califórnia, nos Estados Unidos, para ser madrinha de casamento da Paty, uma super amiga. Além de dar opinião à distância sobre itens da cerimônia e da festa, recebi mais uma grande missão da noiva: levar os bem-casados do Brasil.
A princípio tentei faze-la mudar de ideia, uma vez que os doces poderiam ser descartados na imigração, mas ela quis arriscar e, por isso, decidi que eles seriam o meu presente de casamento.
Como missão dada é missão cumprida, comecei a pesquisar de que forma seria menos arriscado executar o plano. No site oficial do Departamento de Segurança Interna Americano tem um link (em inglês) com todos os itens e quantidades proibidos e/ou permitidos.
Na minha interpretação, os bem-casados entram na categoria de "bolos e tortas" e, por isso, são permitidos tanto na bagagem de mão como na mala a ser despachada. Porém, no site está escrito que o oficial tem autonomia para tomar a decisão final sobre a proibição ou permissão de algo.
Por minha conta, fiz uma etiqueta para colocar nas caixas dos bem-casados com as informações nutricionais e os ingredientes em inglês. Comprei plástico-bolha e, no dia de viajar, busquei os bem-casados, deixando as caixas no fundo da mala, uma vez que o certo é mante-los fora da geladeira.
A aventura tinha duas paradas: uma escala no México e a chegada em San Francisco, nos Estados Unidos.
Por lei, mesmo que você só faça escala no México precisa passar com sua bagagem pela imigração. O sistema que define quem abre ou não a mala é aleatório. Você aperta um botão: se aparecer a luz verde está liberado, se for a luz vermelha, precisa abrir a mala.
Apertei e quase tive um troço quando vi a luz vermelha. Pensei: é agora que eles não vão me deixar passar com os bem-casados. Para o meu alívio, os oficiais nem chegaram nas caixas, só olharam por cima.
Quando chegamos em San Francisco declarei no formulário que estava levando "alimentos". O oficial que me atendeu foi muito simpático e perguntou do que se tratava. Expliquei e ele me perguntou, brincando: - Nesse doce não tem carne, não é? Respondi que não e seguimos para buscar as malas na esteira.
Quando nos aproximamos da saída, um outro oficial me perguntou: - Essas malas são suas? Respondi que sim quase sem respirar e ele fez um sinal com as mãos, dizendo: - A saída é por ali.
Ufaaaaa!!!
Na minha imaginação ouvi um coral de anjos. =)
O casamento foi lindo e os bem-casados fizeram o maior sucesso entre os gringos.
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